Maldade Divina

28 de out de 2011

Deserto inóspito



Deserto inóspito


Nesta solidão medonha.
Meus olhos vagueiam indizíveis,
numa paisagem púrpura,
deserta.
Vagueiam numa terra inóspita!
Sem uma folha no chão.
Nesta areia escaldante e selvagem deste deserto seco e infecundo.
Tu és o calor que desnorteia no imutável sol fulgurante.
Porque,
no meu refúgio,
apenas vejo dunas móveis,
sol aos meus olhos.
Barreiras intransponíveis que, Impedem-me, vislumbrar a esplendorosa beleza do oásis.
Porque,
nos meus delírios...
o oásis nada mais é que,
miragem, imagem abstrata,
espectro.
Cactos esculpidos!
Deserto inóspito.

Irismar Andrade Santiago
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